Simpósios Temáticos

Poderão inscrever trabalhos pesquisadores com diferentes perspectivas que serão alocados em sessões coordenadas de acordo com as áreas de interesse indicadas em seus resumos.

1) Educação, diversidade e democracia em tempos de crise

Coordenadores:

Prof. Me. Diogo Francisco Cruz Monteiro (Faculdade Pio Décimo)

Profa. Ma.Valéria Alves Melo Silva (Faculdade Pio Décimo)

O presente Grupo de Trabalho pretende discutir os avanços e desafios impostos à Educação brasileira no contexto recente marcado pela instabilidade democrática. Serão aceitos trabalhos que tratem de temas relacionados à educação para a inclusão da diversidade sócio-cultural, com ênfase nas questões de classe, étnicas e de gênero no quadro recente de crise político-institucional no país. Portanto, o que se pretende é reunir estudiosos cujos trabalhos contribuíam para o aprofundamento do diálogo acerca das vicissitudes e perspectivas da educação no Brasil no contexto contemporâneo.

2) Representações, Memória e Humanidades: a produção do conhecimento em tempos de crise

Coordenadoras:

Profa. Ma. Mônica Porto Apenburg Trindade (PPGHC/UFRJ)

Profa. Maria Luiza Pérola Dantas Barros (PPGED/UFS)

Nos últimos anos, o cenário sócio-político-econômico mundial fora permeado por uma série de acontecimentos que acenam para uma certeza: vivemos em tempos de crise! As mais variadas formas de racismo, intolerância, violência, avanço da extrema-direita, entre outras, que estiveram presentes no século XX e ressurgem de maneira significativa no século XXI, demonstram a necessidade de um debate mais amplo em torno destas questões, principalmente por afetar a realidade social construída, pensada, dada a ler na área da produção do conhecimento no perímetro das humanidades.

Assim sendo, compreendendo o termo Representação de acordo com Roger Chartier, como um vasto campo que engloba as percepções do social, não a partir de discursos neutros, mas antes como produtores de estratégias e práticas que tendem a impor uma determinada autoridade e visão de mundo dentro de um grupo, permeado por interesses dominantes; e por Memória, segundo Le Goff, como um exercício do lembrar/esquecer, sendo realizado de forma seletiva e colaborando na manutenção de uma determinada visão dos fatos em detrimento de outras, pretendemos reunir neste grupo de trabalho, o extenso leque de investigações que versem sobre as práticas complexas, múltiplas e diferenciadas, contidas no mundo dos estudos das representações e da memória, dentro do campo das humanidades.

Desta feita, serão aceitos trabalhos em desenvolvimento, ou que já foram concluídos.

3) Diálogos sobre a experiência Afro-Diaspórica: o Pós-Abolição no Brasil

Coordenadores:

Prof. Me. Edvaldo Alves (PROHIS/UFS)

Profª. Denise Bispo dos Santos (PROHIS/UFS)

Nas últimas décadas ocorreram avanços significativos nos estudos sobre o pós-abolição no Brasil e no mundo, cujos resultados têm apresentado aspetos da pluralidade das vivências sociais, culturais, recreativas, religiosas e identitárias da experiência afro-diaspórica logo após os regimes escravistas. No Brasil essa é uma discussão que vem sendo cada vez mais ampliada. Atualmente o desafio dos pesquisadores tem sido decodificar os significados imprimidos pelas populações negras em suas ações nos diferentes espaços sociais, políticos, culturais e econômicos. Nessa perspectiva, o simpósio temático tem como objetivo criar um espaço de diálogos e reflexões acerca da História e Cultura Afro-Brasileira durante o pós-abolição. Nesse sentido buscaremos fomentar, visibilizar e amplificar as produções acadêmicas que versam sobre questões étnico-raciais e o tempo presente; leituras sobre redes de contatos e sociabilidade; trajetórias coletivas e individuais; constituição de laços familiares e de compadrio entre africanos, ex-escravos e seus descendentes; diferentes expectativas em torno da liberdade; noções de autonomia e de cidadania; lutas por direitos; história sobre a estética negra, identidade e memória; etc. Esses novos debates têm fomentado o surgimento de pesquisas inéditas sobre a experiência afro-brasileira, ressaltando a sua contribuição na construção da identidade brasileira.

4) Formação humana sob a perspectiva histórica: intelectuais, instituições e projetos educacionais em tempos de crise

Coordenadoras:

Profa. Ma. Adriana Mendonça (GET /UFS)

Profa.Ma. Clotildes Farias de Sousa (GET/PPGED/UFS)

Este simpósio visa reunir pesquisadores, estudantes e professores/as dispostos a refletirem a formação humana em uma perspectiva histórica, a partir da apresentação de objetos de estudos que se enquadrem no contexto das crises do século XX. A palavra crise, ora empregada, refere-se às situações de mudanças na ordem dos acontecimentos, independente do tipo e grau de repercussão que tenham exercido nas sociedades; diz respeito aos processos que explicam o surgimento de configurações como a escola, com seus ideários e práticas, por exemplo. A crise é uma categoria adequada ao debate proposto, uma vez que os projetos, instituições e intelectuais da educação brasileira integram as mudanças do passado, tanto quanto as mudanças do presente, forçando-nos a lembrar  e respeitar os protagonismos de outros tempos e lugares, a conhecer e valorizar os movimentos formadores que constituíram nossa identidade. Nessa perspectiva, investigar e problematizar o passado compreende enxergar o compromisso de cada sociedade com a sua trajetória e pensar acerca da atualidade e suas emergências de formação humana, de modo criativo e desafiador. Coadunam-se com esse viés de análise os estudos focados em instituições educacionais (escolares ou não), práticas de ensino-aprendizagem, materiais didáticos, professores ou intelectuais envolvidos com a educação, ideias pedagógicas. Trabalhos fundamentados em referenciais teóricos e metodológicos da pesquisa histórica cultural serão acolhidos no ST, tais estes: Carlo Ginzburg (1987, 1989), Jacques Le Goff (1982), Peter Burke (2000, 2005) e Roger Chartier (1990).

5) Ensino de História e História da Educação: debates e perspectivas

Coordenadoras:

Profa. Ma. Ana Luiza Araújo Porto (IFAL/PPGED/UFS)

Profa. Caroline Alencar Barbosa (PPGED/UFS)

Este grupo de trabalho tem como propósito congregar reflexões que se debruçam sobre o Ensino de História e a História da Educação tanto na perspectiva escolar quanto extra-escolar. Ele tem como objetivo reunir pesquisadores que pensam o lugar da História Ensinada discutindo formação de professores, materiais didáticos, currículo e outras questões pertinentes à área. Considerando os dilemas enfrentados pela sociedade brasileira dos nossos dias é urgente pensar no lugar e nos usos que a História vem tendo tanto na construção da memória quanto no espaço da escola, por isso também nos propomos a pensar nas diversas reflexões que circundam a História da Educação.

6) Cultura, Movimentos e Representações em Tempos de Crise

Coordenador:

Prof. Me. Francisco Diemerson (PPGHC/UFRJ/FPD)

Este Simpósio Temático busca reunir pesquisas e produções que discutam a influência, o papel e os desdobramentos da cultura, em seus movimentos e representações, nos momentos de crise política e social, analisando como estes processos são observados pela ótica cultural e repercutidos em nosso cotidiano.

7) Mídias, Novas Tecnologias e Humanidades

Coordenadores:

Prof. Me. Diego Leonardo Santana (GET/UFS)

Profa. Caroline Acioli (PROHIS/UFS)

Este Simpósio Temático propõe reunir trabalhos de pesquisadores em torno do uso de mídias e novas tecnologias nas humanidades. O crescente uso destes recursos em atividades de ensino, pesquisa e extensão faz desta uma temática relevante. Neste sentido, reuniremos investigações que abordem o uso de recursos de mídia como rádio, cinema e televisão, como também, de novas tecnologias na realização de pesquisas na área das ciências humanas. Serão aceitos trabalhos que envolvam digitalização de acervos, que abordem o uso dos recursos aqui mencionados como suportes pedagógicos e para o desenvolvimento de projetos e demais propostas que contemplem o uso destes recursos em trabalhos nas áreas das ciências humanas.

8) Guerras, Extremismos, Terrorismo: questões para a atualidade

Coordenadores:

Prof. Me. Andrey Augusto Ribeiro dos Santos (PPGHC/UFRJ)

Profª. Ma. Raquel Anne Lima de Assis (PPGHC/UFRJ)

Este grupo de trabalho tem como objetivo proporcionar discussões sobre questões referentes aos conflitos, extremismos e terrorismo na atualidade. Estes três problemas foram grandes manchas do século XX, causando toda uma gama de eventos violentos e traumáticos que marcaram negativamente a história da humanidade, tais como as duas Grandes Guerras, o Holocausto, governos ditatoriais etc. No século XXI esperou-se que tais fenômenos fossem superados, no entanto, não é isso que vem acontecendo. Em 2001, na virada de século, um atentado terrorista derrubou as duas torres do World Trade Center, um grande golpe simbólico contra a maior potência mundial, os EUA, que elevou o terrorismo a uma nova escala e foi seguido por um aumento desta atividade em todo o mundo. Conflitos continuaram fortemente presentes, em diferentes escalas e intensidades, trazendo diversos problemas, como novas ondas de refugiados e instabilidade política em diversas regiões do globo. Na esteira de tais eventos, fica cada vez mais visível a ascensão de grupos extremistas, desde o surgimento de organizações como o ISIS até o fortalecimento de uma extrema-direita que inspira cada vez mais problemas como racismo, xenofobia, homofobia etc.  Considerando tais problemas, este grupo de trabalho tem a intenção de promover a divulgação e a discussão de trabalhos referentes a estes assuntos, promovidos pelas diversas áreas das Humanidades. Com isto espera-se que haja um aperfeiçoamento de tais pesquisas, além de um intercâmbio de experiências entre pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, provenientes de diversas localidades do país.

9) Reflexões sobre Negacionismo, Educação e Internet: a fabricação da memória

Coordenadoras:

Prof.ª Dr.ª Cristiane Tavares F. de M. Nunes (GET/UFS)

Prof.ª Ma. Karla Karine J. Silva (CESAD/GET/UFS)

O negacionismo é uma reinterpretação da história. Uma insistência em rejeitar fatos historicamente verificados e comprovados como uma espécie de fuga do desconforto criado pelos acontecimentos negados. Em tempos de crise, a Internet enquanto produtora de memória, favorece o surgimento e difusão de discursos negacionistas, em sua maioria produzidos pela ultradireita, que tentam desacreditar ou minimizar acontecimentos como o Holocausto na Alemanha Nazista ou a Ditadura Militar no Brasil, por exemplo, com objetivo de criar uma alternativa ao constrangimento causado pela memória sobre tais acontecimentos e justificar os apelos extremistas de ação. Sites revisionistas, vídeos que afirmam contar a história, comunidades em redes sociais, fóruns de debates, de caráter político, são algumas das páginas mais acessadas por estudantes que acabam por aceitar as “explicações históricas” destes portais como a verdade irrefutável sobre os fatos contestados.

Nesse contexto, os fatos, tal como aconteceram, importam menos do que aquilo em que as pessoas escolhem acreditar por suas próprias crenças e emoções. Numa sociedade cada vez mais individualista, impera a necessidade de se ter uma “opinião”, sem muita ou nenhuma fundamentação sobre o que se diz. Muitas vezes, informações que são publicadas na web são recebidas como “verdade” sem qualquer apuração ou veracidade das fontes. Esta, passa a importar menos do que o alcance que aquela informação pode ter. A manipulação da história por grupos extremistas ou manipuladores políticos, põe e questão acontecimentos recentes ou nega um passado histórico reconhecido na tentativa de justificar suas afirmações, que por sua vez têm sido facilmente aceitas, especialmente por jovens alunos, que encaram a informação disponibilizada pela internet como a derradeira verdade. O que a Internet “diz” tem maior credibilidade para estes alunos do que os debates propostos por professores em sala de aula.

Nesta perspectiva, este grupo de Trabalho propõe uma reflexão sobre os usos da Internet enquanto produtora de uma memória e a recepção dessa memória por jovens estudantes, vista como explicação definitiva. Como este conhecimento é fabricado e difundido por variados grupos políticos, extremistas e negacionistas, num momento em que as crises políticas, sociais e econômicas abalam posições na sociedade.